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26 de fevereiro de 2012

Os problemas dos filhos estão nos pais

Notícia da Lusa :

As práticas educativas parentais desde o nascimento dos filhos são responsáveis, em noventa por cento dos casos, por comportamentos inadequados como o bullying e a indisciplina escolar, defende em livro o investigador e psicólogo Luís Maia.
"E Tudo começa no Berço", é o título do livro a ser lançado na segunda-feira, no qual o autor defende que é desde o nascimento da criança que se desenvolvem grande parte das suas características, positivas ou negativas.
"Perdoem-me pais, mas a culpa de muitos de nós não termos controlo sobre o comportamento dos nossos filhos, estou convencido, não é dos filhos, nem da sociedade: é nossa", escreve o autor alertando para a necessidade de os pais estarem mais presentes na vida dos filhos.
Partindo de exemplos práticos, Luís Maia pretende demonstrar como a desresponsabilização dos membros familiares e educadores próximos das crianças e adolescentes apenas contribui para a acomodação a uma sociedade desumanizada.
"Na minha opinião cerca de 90% da responsabilidade do comportamento inadequado das crianças e adolescentes está sedeado nas práticas educativas nos primeiros dias e anos da criança", disse em declarações à Lusa, adiantando que na maioria dos casos são os pais que precisam de ajuda para se reorientarem na educação dos seus filhos.
Luís Maia explica que nos milhares de casos que já atendeu, quando começa a investigar as causas dos comportamentos inadequados das crianças quer sejam de indisciplina escolar, de violência contra os pares ou de outras atitudes antissociais, na maioria das vezes os pais foram orientados percebendo que eram as suas práticas educativas que deveriam ser alteradas.
A má prática educativa, explicou, ocorre em todas classes socioeconómicas e mesmo em ambientes familiares normais quando por exemplo os pais se desautorizam em frente à criança, quando quebram rotinas ou quando delegam competências.
A sociedade, defende o autor em declarações à agência Lusa, desaprendeu a arte de educar os filhos e a comportarem-se em sociedade, delegando nas estruturas essa responsabilidade. Uma aposta que considera errada.

                                                                           

8 de fevereiro de 2012

Pais e professores, uma relação difícil ?

O título do artigo da revista brasileira Veja não tem ponto de interrogação mas vale a pena ser lido. Aqui.

30 de janeiro de 2012

O desastre da educação (e os pais)

Vale a pena ler a última crónica de Luis Cabral, Professor da Universidade de Nova Iorque , no suplemento de Economia do jornal Expresso (28.01.2012).

Segundo ele "o principal culpado pelo desastre da educação em Portugal é: você. Sim, refiro-me ao encarregado de educação, que passa a vida culpando os outros em vez de aceitar que o fracasso do processo começa em casa. Os principais responsáveis pela educação não são os professores mas sim os próprios pais. É claro que são os professores que dão as aulas, que sabem ensinar Português e Matemática, História e Geografia. Mas todo este esforço vale pouco ou nada se não começa num ambiente familiar que dá valor ao esforço e à disciplina que uma boa educação exige."


"Não é o ministro da Educação nem o Ministério da Educação que resolverá o problema; nem as reformas curriculares dos teóricos da educação; nem os professores nem o sindicato dos professores; nem as escolas públicas nem as escolas privadas. A melhoria da educação em Portugal começa e continua em você, encarregado de educação. Como ? Evitando a mentalidade outsourcing da educação ("a escola que trate disso, é para isso que pago impostos e propinas"); exigindo esforço do filho (embora seja muito mais fácil ser o 'pai popular' do que o 'pai exigente'); e exigindo resultados da escola.

29 de janeiro de 2012

Adolescentes e escola: um estudo

Um estudo realizado pelo Instituto Superior de Psicologia Aplicada e divulgado na semana passada pelo jornal Público revela que:

- Os estudantes que nunca chumbaram, mas durante o ano lectivo tiram más notas, têm habitualmente uma auto-estima mais baixa do que os alunos que já reprovaram (clicar aqui para ler artigo).

- Os pais que estão mais focados na aprendizagem conseguem que os seus filhos tenham melhores notas do que os pais que estão mais preocupados com os resultados (clicar aqui para ler artigo).

- A sensação de bem-estar e auto-estima dos jovens depende mais das relações familiares do que das ligações entre colegas, que só ocupam o lugar da família quando esta se ausenta (clicar aqui para ler artigo).

22 de dezembro de 2011

Estado da Educação 2011


O Conselho Nacional de Educação divulgou ontem o "Estado da Educação 2011". O documento pode ser consultado aqui.

21 de dezembro de 2011

Governo anuncia corte de 380 milhões na Educação

A segunda revisão do memorando de entendimento entre Portugal e a 'troika', ontem divulgado pelo Ministério das Finanças, prevê a redução de custos na área da Educação. O objectivo é poupar 380 milhões de euros através do corte de pessoal e da racionalização da rede escolar.

"Reduce costs in the area of education, with the aim of saving EUR 380 million by rationalising the school network including by creating school clusters; lowering staff needs; centralising procurement; and reducing and rationalising transfers to private schools in association agreements and making a more intensive use of EU funds to finance activities in the area of education."

O Governo diz que, no entanto, vai continuar a trabalhar para melhorar a qualidade do ensino secundário e combater o abandono escolar. O documento pode ser consultado aqui (página 59).

Para uma escola com falta de funcionários, esta não é uma boa notícia...

17 de março de 2011

Encontros com Pais – “Coisas de Todos Nós”

“EDUCAR POSITIVA-MENTE”
Hoje especializámo-nos em apontar dedos e falar de crises. Constantemente procuramos bodes expiatórios para uma visão desesperançada que fomos alimentando das pessoas, das famílias e das sociedades.
É tempo de renovar a esperança. Que família terá força para lidar com as inevitáveis dores e desafios da vida em comunhão se não estiver consciente das forças e virtudes, dos recursos que possui?
É possível Educar Positiva-Mente. É urgente conversar sobre como o fazemos já, e como queremos fazer ainda melhor; é vital dialogar sobre os pequenos passos que fazem as grandes diferenças.
Este é o mais belo desafio da humanidade: preparar entusiasmados o futuro.
Quer vir conversar sobre estas Coisas de Todos Nós?
Venha participar, no dia 24 de Março, às 19 horas no auditório da Junta de Freguesia do Estoril, na Rua de Santa Rita, 45, no Estoril.
Entrada livre.
Dirigido a: Pais e E.E.
Sessão moderada por: Helena Águeda Marujo
Faculdade de Psicologia / Universidade de Lisboa
Co-Autora do livro “Positiva-Mente” (2011, Esfera dos Livros)

9 de fevereiro de 2011

Pais e Filhos, Uma Grande Aposta


Como já é tradição, a Associação Lavoisier organiza o 4º Congresso - Gente Pequena Grande Aposta, este ano com o tema "Pais e Filhos: Uma Grande Aventura!", que irá decorrer no Centro de Congressos de Lisboa, num auditório para 1500 pessoas, a ter lugar no dia 26 de Fevereiro de 2011 entre as 9h30 e as 16h30 (inscrições em congresso.associacaolavoisier.org).


«VENHA TORNAR-SE UM VERDADEIRO DESCOBRIDOR
NA MAIOR AVENTURA DA VIDA HUMANA QUE É FAZER CRESCER E FORMAR.»

7 de janeiro de 2011

BOM ANO 2011


Deixámos para trás 2010.
Mergulhámos em 2011 de peito aberto para enfrentar os desafios que este Novo Ano nos trará a todos.
Pais, Alunos, Professores e Escola, na sua globalidade, devemos unir-nos cada vez mais, pois só essa união e debate de ideias nos trará o conhecimento da realidade existente dentro e fora dos muros do espaço escolar.
A nós, Pais, cabe-nos a tarefa de educar, [«..."É difícil educar", dizem alguns pais. E, como em tudo o que depende dos afectos, educar não é ensinar, mas aprender. Sendo assim, vê-se com os olhos ou com o pensamento? Com o pensamento. Lido à luz dos pais, a partir do olhar deles que, ao dar nos filhos, lhes abre olhares com vista para os seus olhos...», Sindicato da Bondade, Eduardo Sá, Salamandra, Outubro 2010], mesmo que esta nos pareça uma tarefa demasiadamente árdua e inglória. Cabe-nos a tarefa de estabelecer as regras e os limites, o saber estar e relacionar-se com os outros, o saber aceitar a diferença e respeitá-la. São muitas as tarefas inerentes à tarefa de educar, mas é necessário que não as temamos, que as enfrentemos desde o primeiro momento em que deixámos de ter nome para ser "O Pai/A Mãe de...". As crianças precisam de regras e se elas lhes forem impostas desde o berço, a adolescência não será o bicho papão que tantos Pais temem. Há que saber dizer não, explicando a razão do não. Há que saber dizer sim, explicando os limites do sim. Desta forma, educar será menos difícil e o crescimento tornar-se-à mais fácil.
À Escola cabe a tarefa de ensinar. Tarefa não menos complicada que a dos Pais, se pensarmos que a Escola Pública é um lugar cheio de pessoas provenientes de realidades muito diferentes. Os Professores, como pessoas, veêm-se a braços com a herculea tarefa de terem de se adaptar a muitas formas de estar, de ser, de falar. Não é fácil esta tarefa de ensinar, de estar horas e horas do dia em frente de turmas, grandes, constituídas por pessoas todas diferentes. Deveria ser compreensível, para nós, Pais, que os Professores acabem por, inconscientemente, criar empatias mais fortes com uns, mais frágeis, com outros. São pessoas e não máquinas de debitar matérias. [..."A vida não se aprende nos livros mas na relação com os outros, com as emoções, com os afectos. Os livros servem, quando muito, para nos darem alfabetos para a lermos melhor e, os professores, como os pais, são o que são, não pelo que ensinam, mas pelos afectos que colocamos neles."...Sindicato da Bondade, Eduardo Sá, Salamandra, Outubro 2010].
A todos nós, Pais/Professores/Alunos/Escola, cabe a tarefa de trabalhar para sermos melhores. Não apenas melhores em resultados estatísticos, mas, principalmente, melhores pessoas. Pessoas que se interessam por quem está ao seu lado como pessoa, pessoas que se envolvem na vida da comunidade (neste caso a escolar) e, dando um pouco das suas 24 horas, contribuem para um bem comum, pessoas que não têm como único objectivo ser As Melhores, mas sim ajudarem a que tudo seja melhor.
Este é o meu desafio para todos nós, Pais. Que sejamos capazes de estar mais presentes, que sejamos capazes de escutar mais (os nossos Filhos e os nossos pares), que consigamos sair da nossa rotina e arrisquemos a intervenção, a colaboração. A nossa sociedade precisa de mudança e por algum lado ela deve começar. Porque não, nos bancos da escola?

30 de setembro de 2010

Educar para o Optimismo

Da Net
O País está em crise.
As medidas de austeridade sucedem-se.
As consequências não se fazem sentir.
Mau humor, preocupação, falta de paciência, passam a ser sinais particulares de cada um de nós, adultos.
No entanto, na nossa qualidade de Pais/Educadores, devemos fazer um esforço e optar pelo caminho do optimismo, o que não quer dizer que ocultemos aos nossos Filhos as dificuldades, porque essa também não é a forma correcta de educar. Os jovens/adolescentes precisam de saber que a "vida dos adultos", aquela que eles tanto desejam ter, não se resume a poder sair à noite ou a poder conduzir um automóvel. A "vida dos adultos" é feita de trabalho, de contas para pagar, de responsabilidades que devem ser partilhadas com eles. É esse o espírito de Família, partilha. De bons e maus momentos.

Na tentativa de nos ajudar, a todos, Pais e Professores, publicamos hoje aqui um excerto da obra "Educar para o Optimismo", da autoria de Helena Marujo e Maria de Fátima Perloiro.

«Como desenvolver a auto-estima, nas crianças
1 - Mesmo que tenha pouco tempo, quando estiver a ouvir, escute mesmo.
2 - Deixe-os expressar sentimentos, mesmo negativos. Evite o discurso: "Não se chora", "Isso não é nada", "Tem coragem".
3 - Quando apropriado, deixe que eles tomem as próprias decisões.
4 - Trate-os com cortesia. Respeite os seus espaços e possessões, diga‑lhes se faz favor e obrigado.
5 - Dê-lhes bastante encorajamento e afecto, mas na justa medida. Falsos louvores só levam a uma falsa percepção das capacidades. Valorize mais o esforço que fazem do que o rendimento que obtêm.
6 - Use a empatia. Quanto melhor entender as crianças e jovens, menos paciência precisará para lidar com eles, pois estará a perceber o seu ponto de vista. Ajude-o a desenvolver a empatia levando-o a partilhar sentimentos, bons e maus. Vá-lhe perguntando como se sente e se ele entende como os outros se sentem.
7 - Evite expressões como: "Tu deves, porque eu quero, não há discussão, vai imediatamente, cala-te." Ninguém gosta de ser mandado, tenha a idade que tiver.
8 - Partilhe com ele aquilo que você gosta, valoriza e ama. Dê-se mais.
9 - Seja entusiasta; positivo e alegre. Ensine-as que é bom exprimir os nossos sentimentos, que não faz mal estar nervoso ou zangado. 0 que se faz com essas emoções é que convém controlar, para não provocar sofrimento nos outros.
10 - Quando as crianças chegam a casa, e lhes perguntamos como correu o dia, tendem a responder com algum episódio negativo. Experimente perguntar-lhe: "Fala-me das coisas mais giras do teu dia.»

Vamos tentar?

12 de fevereiro de 2010

Chegou o Weduc. O Facebook para Pais e Professores

"Pais sem tempo para saber o que os miúdos andam a fazer durante o dia é tão banal que não é notícia. Pais que aproveitam a pausa do café ou a hora do almoço para espreitar o que os filhos estão a fazer na escola, na aula de ballet ou nas explicações de Físico-Química é que já não é tão comum mas, a partir de Março, vai passar a ser um hábito em pelo menos três escolas do ensino pré- -escolar e básico da região de Lisboa. Pais e professores vão estar ligados a uma plataforma online que os vai permitir partilhar mensagens, trabalhos escolares, avaliações de alunos ou convocatórias para reuniões de encarregados de educação.
Weduc é uma espécie de Facebook, mas criado para os pais terem acesso a todo o tipo de informação sobre a educação das crianças, mesmo que cada filho esteja em escolas diferentes, ou a fazer actividades distintas como karaté ou natação. Basta que os professores e educadores ponham toda a informação na mesma plataforma. "Propomos uma rede social em que os pais podem trocar mensagens com os professores e também com os outros pais da turma, responder a pedidos de autorização ou até convidar os colegas do filho para as festas", conta Paulo Mateus, um dos promotores do programa, que vai arrancar no próximo mês em fase piloto, mas que tem como objectivo final chegar a todo o país e ainda atravessar as fronteiras, levando o modelo para qualquer escola do mundo.
Outras fronteiras. "O Weduc só faz sentido se for exportado lá para fora e é por isso que foi desenhado de raiz para ser multilingue", explica Paulo Mateus, esclarecendo que no próximo ano lectivo conta lançar o projecto em escolas brasileiras, tendo ainda iniciado contactos com parceiros espanhóis: "O nosso conceito é universal pois em todo o lado há casais que querem saber o que se passa com seus filhos." É uma necessidade comum à maioria dos pais e que começou por ser, em primeiro lugar, uma urgência de Paulo Mateus: "Estando a trabalhar ou a viajar era complicado conseguir acompanhar as rotinas dos meus dois filhos", conta o empresário que entretanto deixou a área financeira e de mercados de capitais para se juntar a Pedro Barros e lançarem o Weduc.
Pais atarefados são portanto um dos principais destinatários da plataforma e foi isso mesmo que os promotores encontraram quando iniciaram a fase de levantamento de eventuais interessados neste serviço. O Weduc está a ser promovido há menos de duas semanas no Facebook e já conta com mais de 700 utilizadores: "A maioria são pais que viajam, pais divorciados ou pais que trabalham muito e fazem um grande esforço para acompanhar o percurso escolar dos filhos."
Professores e escolas também estão entre os curiosos que entraram na rede social, embora com "diferentes graus" de entusiasmo: "Uma das particularidade desta ferramenta é que abre uma porta de comunicação entre pais e educadores que depois é muito difícil fechar." Outra característica do Weduc é que permite aos pais avaliar a qualidade do ensino, atribuindo medalhas de mérito às escolas ou ver o currículo dos professores: "Há algumas resistências, mas a vantagem desta plataforma é que pode funcionar mesmo quando só uma parte dos docentes aceita as regras do jogo."
A rede tem ainda outras ferramentas como pesquisa de serviços e empresas na área da educação e o objectivo é desenvolver ainda mais conteúdos: "A plataforma estará sempre a crescer com funções que serão acrescentadas a partir das necessidades de pais e professores."