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9 de fevereiro de 2011

Ponto Branco

FEIRA DE ROUPA
“PONTO BRANCO”
na ESCOLA SECUNDÁRIA FERNANDO LOPES-GRAÇA
11 e 12 de FEVEREIRO


Visite a Feira e dê o seu contributo,
comprando uma peça de roupa
por um preço simbólico
No âmbito do projecto "Ser Voluntário, Ser Solidário", os alunos de EMRC e de CMA, vão organizar uma Feira de roupa em 2ª mão. O objectivo é fazer chegar a roupa a quem dela necessita e com o dinheiro conseguido, comprar alimentos para os alunos mais carenciados. A Feira vai ser realizada na escola, 6º feira dia 11 de Fevereiro, para a comunidade escolar e no Sábado dia 12 de Fevereiro, de manhã, aberta a toda a comunidade envolvente.
 
 
 

7 de janeiro de 2011

BOM ANO 2011


Deixámos para trás 2010.
Mergulhámos em 2011 de peito aberto para enfrentar os desafios que este Novo Ano nos trará a todos.
Pais, Alunos, Professores e Escola, na sua globalidade, devemos unir-nos cada vez mais, pois só essa união e debate de ideias nos trará o conhecimento da realidade existente dentro e fora dos muros do espaço escolar.
A nós, Pais, cabe-nos a tarefa de educar, [«..."É difícil educar", dizem alguns pais. E, como em tudo o que depende dos afectos, educar não é ensinar, mas aprender. Sendo assim, vê-se com os olhos ou com o pensamento? Com o pensamento. Lido à luz dos pais, a partir do olhar deles que, ao dar nos filhos, lhes abre olhares com vista para os seus olhos...», Sindicato da Bondade, Eduardo Sá, Salamandra, Outubro 2010], mesmo que esta nos pareça uma tarefa demasiadamente árdua e inglória. Cabe-nos a tarefa de estabelecer as regras e os limites, o saber estar e relacionar-se com os outros, o saber aceitar a diferença e respeitá-la. São muitas as tarefas inerentes à tarefa de educar, mas é necessário que não as temamos, que as enfrentemos desde o primeiro momento em que deixámos de ter nome para ser "O Pai/A Mãe de...". As crianças precisam de regras e se elas lhes forem impostas desde o berço, a adolescência não será o bicho papão que tantos Pais temem. Há que saber dizer não, explicando a razão do não. Há que saber dizer sim, explicando os limites do sim. Desta forma, educar será menos difícil e o crescimento tornar-se-à mais fácil.
À Escola cabe a tarefa de ensinar. Tarefa não menos complicada que a dos Pais, se pensarmos que a Escola Pública é um lugar cheio de pessoas provenientes de realidades muito diferentes. Os Professores, como pessoas, veêm-se a braços com a herculea tarefa de terem de se adaptar a muitas formas de estar, de ser, de falar. Não é fácil esta tarefa de ensinar, de estar horas e horas do dia em frente de turmas, grandes, constituídas por pessoas todas diferentes. Deveria ser compreensível, para nós, Pais, que os Professores acabem por, inconscientemente, criar empatias mais fortes com uns, mais frágeis, com outros. São pessoas e não máquinas de debitar matérias. [..."A vida não se aprende nos livros mas na relação com os outros, com as emoções, com os afectos. Os livros servem, quando muito, para nos darem alfabetos para a lermos melhor e, os professores, como os pais, são o que são, não pelo que ensinam, mas pelos afectos que colocamos neles."...Sindicato da Bondade, Eduardo Sá, Salamandra, Outubro 2010].
A todos nós, Pais/Professores/Alunos/Escola, cabe a tarefa de trabalhar para sermos melhores. Não apenas melhores em resultados estatísticos, mas, principalmente, melhores pessoas. Pessoas que se interessam por quem está ao seu lado como pessoa, pessoas que se envolvem na vida da comunidade (neste caso a escolar) e, dando um pouco das suas 24 horas, contribuem para um bem comum, pessoas que não têm como único objectivo ser As Melhores, mas sim ajudarem a que tudo seja melhor.
Este é o meu desafio para todos nós, Pais. Que sejamos capazes de estar mais presentes, que sejamos capazes de escutar mais (os nossos Filhos e os nossos pares), que consigamos sair da nossa rotina e arrisquemos a intervenção, a colaboração. A nossa sociedade precisa de mudança e por algum lado ela deve começar. Porque não, nos bancos da escola?

30 de setembro de 2010

Educar para o Optimismo

Da Net
O País está em crise.
As medidas de austeridade sucedem-se.
As consequências não se fazem sentir.
Mau humor, preocupação, falta de paciência, passam a ser sinais particulares de cada um de nós, adultos.
No entanto, na nossa qualidade de Pais/Educadores, devemos fazer um esforço e optar pelo caminho do optimismo, o que não quer dizer que ocultemos aos nossos Filhos as dificuldades, porque essa também não é a forma correcta de educar. Os jovens/adolescentes precisam de saber que a "vida dos adultos", aquela que eles tanto desejam ter, não se resume a poder sair à noite ou a poder conduzir um automóvel. A "vida dos adultos" é feita de trabalho, de contas para pagar, de responsabilidades que devem ser partilhadas com eles. É esse o espírito de Família, partilha. De bons e maus momentos.

Na tentativa de nos ajudar, a todos, Pais e Professores, publicamos hoje aqui um excerto da obra "Educar para o Optimismo", da autoria de Helena Marujo e Maria de Fátima Perloiro.

«Como desenvolver a auto-estima, nas crianças
1 - Mesmo que tenha pouco tempo, quando estiver a ouvir, escute mesmo.
2 - Deixe-os expressar sentimentos, mesmo negativos. Evite o discurso: "Não se chora", "Isso não é nada", "Tem coragem".
3 - Quando apropriado, deixe que eles tomem as próprias decisões.
4 - Trate-os com cortesia. Respeite os seus espaços e possessões, diga‑lhes se faz favor e obrigado.
5 - Dê-lhes bastante encorajamento e afecto, mas na justa medida. Falsos louvores só levam a uma falsa percepção das capacidades. Valorize mais o esforço que fazem do que o rendimento que obtêm.
6 - Use a empatia. Quanto melhor entender as crianças e jovens, menos paciência precisará para lidar com eles, pois estará a perceber o seu ponto de vista. Ajude-o a desenvolver a empatia levando-o a partilhar sentimentos, bons e maus. Vá-lhe perguntando como se sente e se ele entende como os outros se sentem.
7 - Evite expressões como: "Tu deves, porque eu quero, não há discussão, vai imediatamente, cala-te." Ninguém gosta de ser mandado, tenha a idade que tiver.
8 - Partilhe com ele aquilo que você gosta, valoriza e ama. Dê-se mais.
9 - Seja entusiasta; positivo e alegre. Ensine-as que é bom exprimir os nossos sentimentos, que não faz mal estar nervoso ou zangado. 0 que se faz com essas emoções é que convém controlar, para não provocar sofrimento nos outros.
10 - Quando as crianças chegam a casa, e lhes perguntamos como correu o dia, tendem a responder com algum episódio negativo. Experimente perguntar-lhe: "Fala-me das coisas mais giras do teu dia.»

Vamos tentar?

18 de junho de 2010

Compartilhar # [II]


Eu e a minha Máquina
ESFLG, Junho 2010


Eu sei que ao criarmos este blogue institucional da Associação de Pais nos comprometemos a não publicar textos demasiado pessoais e a usarmos o ciberespaço com o objectivo de divulgar actividades de interesse para os Pais/Encarregados de Educação. Por estar consciente destes objectivos é que começo este post por me penalizar pela forma demasiado pessoal e emotiva como vou escrever hoje. Aqui vai...

A Profª Regina Brasil é professora de Português. Veio de outra escola, sendo este o primeiro ano de ESFLG. Com uma das suas turmas de 7º ano de escolaridade criou um projecto a que deram o nome de Compartilhar. A partir da palavra e da ideia juntou-se com os "seus" Meninos/as e com os Pais/Mães dos "seus" Meninos/Meninas. Encontraram-se num final de tarde na BECRE para em conjunto, como uma grande Família em Noite de Natal, compartilharem gostos, hobbies e profissões. Esta reunião familiar foi um sucesso tão grande que deixou em todos a vontade da repetição. Ontem, a BECRE voltou a ser a sala de reunião da Família Compartilhar. Eu estive lá, como convidada da Profª Regina Brasil e em representação da Associação de Pais. Não pertencendo à Família, foi-me fácil observar tudo e todos do lado de cá da lente. E o que vi foi um grupo de Pais, Mães, Avós, Professores e Alunos de uma turma reunidos com verdadeira vontade de ali estarem, uns com os outros, partilharem e assistirem ao que os outros traziam para a partilha.
Será fácil dizerem-me que ainda vejo tudo com o olhar apaixonado de um primeiro ano lectivo numa nova escola. Apenas vos digo que a experiência que guardo de outras escolas (2.3 e Secundária) por onde passei nesta categoria, de Mãe e Associação de Pais, nenhum momento tem que se compare aos que tenho vivido este ano, nesta Escola.
Avisei que este post iria ser emotivo e pessoal, mas emotiva e pessoal também deve ser a nossa relação com a Escola onde os nossos Filhos estudam e criam amizades, por isso...